Balanço no Tempo | Bouncing across Time

🇧🇷 Almir Sater lançou em 1985 um álbum instrumental importantíssimo de viola brasileira, repleto de composições lindas que misturam a tradição da viola com instrumentos, ritmos e arranjos modernos. A primeira faixa desta seleção, Luzeiro, foi extraída daí e da abertura do programa Globo Rural, que a consagrou. Esta seleção balança entre o tradicional e o moderno, renovador e inovador. Há outras peças assim, como a jazzificação de Odeon e Cantando no toró. Ou releituras simplesmente lindas, como as do Zé da Velha e Silvério Pontes. Ou inovações completas, como a Parafuso, Felipe na áreaBelafonte. Ou ainda coisas muito modernas, como a Forró Brasil do Hermeto Pascoal, interpretado à moda antiga pelo Afonso Machado e Bartholomeu Wiese. Divirta-se !

🇬🇧 In 1985, Almir Sater released a very important album about Brazilian viola — an instrument that only exists in Brazil —, full of outstanding compositions that mix tradition with modern instruments and arrangements. First track on this selection, Luzeiro, was extracted from there. This selection bounces between the traditional and the modern, renovation and innovation. There are other pieces like this, as Odeon and Cantando no toró. Or simply beautiful interpretations as the ones from Zé da Velha e Silvério Pontes. Or complete innovations as Parafuso, Felipe na áreaBelafonte. Or even very modern stuff, as Forró Brasil of Hermeto Pascoal, played in old fashion way by Afonso Machado e Bartholomeu Wiese. Have fun !

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A voz como instrumento | Voice as an instrument

🇬🇧 The voice, when freed from the song lyrics, becomes an instrument. Of the kind that unleashes the most incredible possibilities. The queen of the “bá-tchicum-dum” style is undoubtedly Joyce — she has more than 30 recordings like this. But there is also the groovy-maracatu side with Grupo Feijão de Corda. Also the highly lyrical version of a Jacob do Bandolim composition adapted by Nó em Pingo D’Água. And since the whole world wants to play Brazil, we also invited german singer Céline Rudolph and Los Angeles Guitar Quartet with Luciana Souza to galvanize it all with a for export label. A selection to enjoy with eyes closed.

🇧🇷 A voz, quando subtraída a letra da canção, vira um instrumento. Dos mais bonitos, dos que permitem as mais incríveis possibilidades. A rainha do estilo “bá-tchicum-dum” é Joyce, que tem mais de 30 gravações belíssimas do gênero. Mas há também a faceta groovy-maracatu com o Grupo Feijão de Corda. E também a versão super lírica que o Nó em Pingo D’Água fez para uma composição de Jacob do Bandolim. Como o mundo inteiro quer cantar e tocar o Brasil, trouxemos também a alemã Céline Rudolph e o Los Angeles Guitar Quartet com Luciana Souza prá deixar tudo bem estilo exportação. Uma seleção prá curtir de olhos fechados.

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Anos 80 e outras coisas | The 80’s and others

🇧🇷 Guilherme Arantes é um dos colossais da MPB, teve suas famosíssimas canções gravadas por inúmeros cantores. Seu trabalho instrumental é raro mas põe em evidência o excelente compositor que ele é. Seu álbum de solos de piano não tem nada de ritmos brasileiros, nem o estilo “Anos 80” (largamente determinado pelo próprio Guilherme Arantes), é essencialmente New Age, elegante e merece atenção. Deliciosa também a parceria do Uakti (outro grupo de tendências New Age) com Túlio Mourão para uma moda de viola de Tavinho. E falando de viola (instrumento que adoramos no Brasil Abstrato), Roberto Corrêa nos esbanja “bunitêza” com um tema singelo e interiorano. Contrabalanceando tanta calmaria, Yamandu e Thiago Espírito Santo fazem um duo ligeiro de violão 7 cordas e baixo. Somado a Gismontada, do Duofel, te deixarão bem acordado. E já que falamos dos Anos 80, um dos melhores representantes instrumentais daquela sonoridade é o Cama de Gato, com um tema lindo e jovial de seu brilhante baixista, Arthur Maia.

🇬🇧 Guilherme Arantes is amongst the Brazilian Popular Music (MPB) colossus. Many famous singers recorded his songs. His pure instrumental works are rare but puts in evidence the excellent composer he is. His piano solo album has nothing about Brazilian rhythms nor the 80’s music style (widely determined by Guilherme Arantes himself), is essentially New Age, elegant and deserves our attention. Also tasty is the partnership between Tulio Mourão and Uakti (another group with New Age tendencies) for a viola theme by Tavinho Moura. And speaking about viola (an instrument that we love in Brasil Abstrato), Roberto Corrêa has it for us in a slow and melodic mazurca. On the other hand, Yamandu‘s 7 string acoustic guitar and Thiago Espírito Santo‘s bass make it all fast again. Add it up to Duofel‘s Gismontada to keep you up and running. And since we cited the 80’s, we bring Cama de Gato as one the best instrumental representatives of that picturesque sound style, featuring a sticky and lively theme by their brilliant bass player, Arthur Maia.

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Estreia ansiosa | World première

🇬🇧 Of course it’s all just a matter of taste.

But there is a consensus that Italy created the best food, the best perfumes are French and the best design is made in Denmark.

So being a well-travelled person, I would venture to suggest that the best music in the world is made in Brazil.

The style variance that we have from North to South, the mix of rhythms and hue, from the beach to the countryside, from East to West, from the most emotional and lyrical slow bossas to the lively folk maracatus, makes the Brazilian musical scene exuberant and globally unique. An art phenomenon and a cultural heritage for human kind.

Brasil Abstrato radio plays the coconut milk — a sweeter swinging crème de la crème — of Brazilian instrumental music. It is a project that looks over the shoulders of giant Brazilian artists in order to take their work to the four corners of the world.

This première of Brasil Abstrato is a mix of many styles. We travel between the renovated Choro of Nó em Pingo D’Água, outstanding acoustic guitar player Ulisses Rocha and go from North East Brazil with SaGRAMA, Spokfrevo to extreme South with Renato Borghetti, passing through the midcountries with Paulo Freire. Enjoy !

🇧🇷 É claro que tudo é uma questão de gosto.

Mas há um consenso de que a Itália criou a melhor comida, os melhores perfumes são os franceses e o melhor design é feito na Dinamarca.

Então, entendido e viajado que sou, arrisco dizer que a melhor música do mundo é feita no Brasil.

A variância de estilos que temos de Norte a Sul, a mistura de matizes e ritmos praieiros e do Sertão, de Leste a Oeste, do profundamente emotivo e lírico das bossas mais lentas até o vividamente colorido e alegre dos maracatus folclóricos, faz o cenário musical brasileiro ser exuberante e globalmente imbatível. Um fenômeno da arte e um patrimônio para a humanidade.

A rádio Brasil Abstrato toca o leite de coco da música instrumental brasileira — pra não dizer o crème de la crème. É um projeto que monta nos ombros dos gigantes músicos brasileiros pra levar sua obra aos quatro cantos do mundo.

Este programa de estréia traz uma mistura de muitos estilos. Começaremos com um Choro clássico de Jacob do Bandolim renovado pelo Nó em Pingo D’Água, o extraordinário violonista Ulisses Rocha e viajaremos do Nordeste, com SaGRAMA, Spokfrevo até o extremo Sul com Renato Borghetti com sua gaita ponto, passando pelo interiorzão da Viola Brasileira de Paulo Freire. Curta !

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